quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

10 Filmes em 2010

A lista é clichê, com os mais comentados mesmo. Isso porque esse ano eu não perdi tempo assistindo qualquer coisa (tá tudo bem, eu assisti Cinderela Baiana, mas esse não conta). Eis os meus escolhidos e vão ser sete porque são os que eu consigo lembrar:

 7 - Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 1 - David Yates

 
Eu sempre colocarei Harry Potter em qualquer uma das listas que eu fizer, seja de melhor ou de pior filme. Eu tenho razão para adorar sempre, afinal, se esses filmes não existissem, muito provavelmente eu seria um infeliz fazendo alguma faculdade de exatas apenas pra ganhar dinheiro. Contudo, o filme tem sim suas qualidades, como a cena em que Belatriz tortura Hermione ou a morte do Dobby. Enfim, o filme é um charme e as roupas do trio principal são descoladas, vale o sétimo lugar.

 6 - A Origem - Christopher Nolan

No dia que eu fui no cinema, eu fui o unico que sai cansado com tanto vai e vem dentro do sonho. A ideia é ótima, tudo é legal, mereceria o primeiro lugar não fosse pela quantidade excessiva de ação (na minha humilde opinião). A questão é que pra ver explosão e correria, eu baixo o Triplo X 15 ou o Velozes e Furiosos 2x² -z. Me cansei, mas o filme é ótimo, e a Juno tá muito bem.

5 - A Rede Social - David Fincher
 
Mérito a quantidade de diálogos bem estruturada do roteiro. Ponto para o envolvimento com a história e por fazer um filme contemporâneo e convencional, não sei o que eu quero dizer com isso. A questão é que o filme é atual pela temática e ao mesmo tempo não inova com quinze mil efeitos especiais de 3D que cansam minha pobre vista míope. E, apesar de ter o Justin Timberlake no elenco (ele consegue atuar, o que é uma surpresa pra mim), o filme é um daqueles que eu gostaria de fazer quando ficar grande.

 4 - Tropa de Elite 2 - José Padilha
 
Ok, eu não assisti o primeiro. (Emoticon de Espanto). Mas o roteiro do segundo é ótimo! Tiro pra lá e pra cá o tempo todo, que emoção! Fui na estreia e não peguei fila, o que conta ponto.Não há muito o que falar de um filme que bateu todos os recordes nacionais. Quero sim ver o terceiro, só não aguento as pessoas colocando o Capitão Nascimento como herói e a rede Globo fazendo a versão documentário com o Complexo do Alemão.

3 - Toy Story 3 - Lee Unkrich


 
Foi dificil não dar o primeiro lugar pra Toy Story, tem algum defeito nesse filme? É começar o filme e eu começo a chorar feito a criança que sentava do meu lado quando pede pra mão um doce e recebe um não! Isso pra não falar de toda a influência que o filme teve sobre a minha vida. E que personagens extraordinários! o Woody é o cara! Sem mais.

2 - Viajo Porque Preciso Volto Porque te Amo - Karim Ainouz e Marcelo Gomes

 
O segundo lugar vai pra esse filme, porque me surpreendeu, eu esperava mais um filme chato experimental feito em coletivo. Desses que a gente não aguenta mais assistir na faculdade de cinema. Mas não é que não, dá pra entender a história, as imagens tem significado e ainda assim a proposta é diferente. Já tem um post aqui no blog explicando porque eu gosto do filme.

1 - Scott Pilgrim vs The World - Edgar Wright

Para explicar as razões da primeira posição: Não haverá filme no mundo que conseguirá reunir video-game, quadrinhos, rock e cinema com tanta genialidade, criatividade e bom humor. Virei fã.

Pra deixar claro que esses são so filme que eu gostei em 2010, não necessariamente os melhores. Ah, e também aceito o dvd do Toy Story 3 de presente, pra completar a coleção.
É isso aí, to de bom humor hoje, espero um 2011 melhor ainda. E pra completar 10 filme na lista, é só acrescentar os que eu fiz  "Onde está o Meu Bezerro Cor de Caramelo?" e "O Diabo por Dentro". E coloca também o "Lugar Algum" que é filme de amigo, pronto. Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O mundo é bom em 2011

E daí que chega final de ano, e além do todo poderoso TCC da Imagem e Som, meus neurônios criativos começam a voltar a atenção pra uma ideia que tive há quase um ano. Logo, começo a deixar de lado a história do Marvin, e acompanho os passos do personagem e começo então a voltar a atenção pra um tal de Sebastião. Eis então as músicas que me no momento me inspiram na hora de escrever. É o que posso deixar no momento, além da imagem na barra ao lado.


















domingo, 12 de dezembro de 2010

Dezembro

Confesso que nem sempre consigo pensar numa forma de associar audiovisual e os sentimentos que me percorrem. Luto. Não há como descrever o que aconteceu entre os meses de janeiro e dezembro de 2010. Não há como lembrar de todos os detalhes, mas aquilo que mais ficará na minha memória é a imagem da baía de São Vicente vista pelo outro lado, da janela daquele prédio frio, onde quase não há salas, pessoas deitadas, para sempre.
Choro. Bela música. As melhores e as piores coisas do ano somam e se anulam formando um ano com um saldo desconhecido, e que ainda não acabou.
De melhor, foi ter feito tudo aquilo que sempre sonhei em fazer, de pior, foi perder aquilo que sempre tive, tudo que era seguro demais pra mim.

Posto então uma das músicas que fez meu ano de 2010, e o filme que fez meu ano também, e não é egocentrismo ser o meu filme, é minha vida (assistam em HD).



terça-feira, 2 de novembro de 2010

Caiçaras

Pra quem não sabe, nasci em Santos, cidade do litoral de São Paulo e morei boa parte da minha vida próxima ao mar. Há poucos anos atrás, eu e meus amigos mudamos para o interior (cada um em uma cidade diferente) devido as escolhas de faculdades feitas. Acontece que cada vez menos passa a fazer sentido "voltar pra casa" e uma das poucas coisas que faz sentido nessa viagem, é o encontro com aqueles que assim como eu, vivem se deslocando.

Hoje, pensei sobre o amor, e percebi que por alguma razão todos passamos por amores não correspondidos e, por alguma razão, somos obrigados a conviver com aqueles que amamos e não podemos ter. Triste e feliz, contraditório, assim como eu.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Paul McCartney!

Sou um fã dos Beatles, não aquele tipo fanático de fã que conhece toda a história da banda e de seus integrantes, mas assim, eles são, com toda certeza, a maior banda de todos os tempos (melhor até que Swell Season e The Frammes e sou eu admitindo isso!).
Um show do Paul no Brasil e eu não estarei lá? Impossível! Já montando os esquemas pra comprar meu ingresso, porque simples assim, ele não vem mais e eu não sei quando eu vou poder ir pro exterior e ainda mais num show dele. Logo, rombo no bolso e Vilaverdes no Morumbi.

Pra ir aquecendo, to ouvindo um pouco aqui

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Encontrado.

Há aproximadamente 359 dias começava minha paranóia de busca por um animal nem tão comum e nem tão banal. (http://twitpic.com/l7hh7) Em vários momentos, diferentes pessoas me perguntavam: "Mas porquê um bezerro?", "Como você vai filmar isso?" ou ainda "Vilaverde, dá pra parar de bobeira?".
Deixo pra quem estuda simbologias explicar o significado do bezerro, mas as outras perguntas eu respondo. Filmamos em menos de dois dias, num sítio alugado em São Carlos, com uma câmera HD e uma equipe mais do que satisfatória, que levou a minha ideia a sério e percebeu que a história que eu tinha pra contar não se tratava de uma "bobeira".

Sabe, de alguma maneira, é estranho isso aqui, não saber como as coisas são ou como elas vão caminhar daqui pra frente. Há um ano atrás eu achei que estivesse preparado pra esperar muito mais tempo pro momento que chegou. Mas no começo desse semestre, eu percebi que não haveria mais tempo pra esperar. A viagem ao Rio se mostrou algo totalmente diferente do que eu imaginava, algo bem melhor, que fez com que eu crescesse e aprendesse em pouco tempo. Me trouxe novos amigos e novos olhares para o meu já presente bezerro cor de caramelo.
Não só confiança, mas orgulho de saber que eu estou no caminho certo, por mais que alguns possam desconfiar. Os três dias de Sal Grosso e poucos mais de "cidade maravilhosa" me ensinaram aquilo que eu já pensava pra mim, me ensinaram a ser um cineasta melhor.

Encontrar o bezerro cor de caramelo do Marvin foi como andar pra frente, como se tudo já estivesse pronto pra acontecer da maneira que foi. Não digo que as gravações foram perfeitas e que fiz tudo que queria fazer, e ainda que minhas escolhas tenham sido as melhores, mas foram as que precisavam ser feitas nesse momento.

Ainda não me sinto preparado pra ouvir críticas de uma coisa que cultivei tanto tempo dentro de mim, mas sei que elas virão e quando chegarem estarei pronto. Tanta gente me ajudou mais do que imaginam, com palavras, incentivos e trabalho, a única maneira que eu terei de agradecer é entregando um bom filme. Obrigado.

sábado, 25 de setembro de 2010

Pois é...

Assim como na vida do Marvin tem um monte de coisa acontecendo, na minha também tem. E eu nem dou conta de parar e analisar e ter tempo de escrever como num diário o que acontece. Venho aqui então indicar mais música. Sem razões específicas, apenas estou ouvindo e gostando.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Don't Take me Home Until I'm Drunk

Esse clipe é bonito por causa das cores e porque ele brincam de usar um trilho! E claro, por causa da música descolada e esperta.



:)

sábado, 11 de setembro de 2010

Sal Grosso, Diabo por Dentro, Swell Season e o Marvin acorda!

E tantas coisas já aconteceram, e muita coisa que mudou minha vida. Quando poucas coisas já tinham acontecido e eu já julgava que eram muitas coisas, eu vim aqui e escrevi um texto gigante. Mas acabei perdendo o texto e fiquei mais um tempo sem postar. Na verdade ainda não entendi como tanta coisa em tão pouco tempo foi me levando pra caminhos novos e mágicos.

Uma semana no rio, apenas desenvolvendo o projeto do filme "Onde Está o Meu Bezerro Cor de Caramelo?", discutindo o roteiro e conhecendo pessoas incríveis, ao mesmo tempo, me divertindo muito. Tanta coisa aconteceu nessa semana que mereceria um único post, não o fiz.

Uma semana gravando o curta-metragem "O Diabo por Dentro". Stress, acordar cedo, brigar com amigo, conhecer gente nova e crescer muito profissionalmente, satisfação e espera por um bom resultado final, mereceria um post específico, não o fiz.

Uma semana trabalhando, para enfim partir para aquele que seria o show da minha vida. Um desmaio, uma batida de cabeça, um corte, um ponto, uma viagem, o show. O melhor do mundo, eu chorei, eu fiquei a menos de um metro daquele que é um dos meus maiores ídolos, e o maior no que diz respeito a música, eu ganhei uma palheta. Merecia vários posts, vários já fiz antes do show, mas não consigo explicar em palavras o que foi esse dia, explico apenas em sensações, sorrisos e choros.

Uma semana descansando, eu merecia. E nesse tempo todo, um grande amigo partiu paara um lugar longe, não tão longe, pois ainda está nesse mundo e vamos nos ver em breve. E depois de tudo isso, Marvin acorda. A produção corre e as coisas estão caminhando bem. Meu filme vai acontecer. Já não sei como é o meu doppleganger de cinco ou seis semanas atrás.

sábado, 24 de julho de 2010

Enquanto o Marvin dorme...

Os últimos dias têm sido de espera. Uma espera pra saber qual o futuro de Marvin, o persongaem mais real e interessante que já criei, é como se ele vivesse ao meu lado, como um espírito, apenas esperando o momento em que eu diga: "Exista!" e ele procurará alucinadamente o meu, ou o dele, bezerro cor de caramelo.
Enquanto isso, eu não durmo nem como direito, não penso em outras coisas, existo por Marvin enquanto eu tento relaxar e esquecer dos problemas, além de cuidar da vida. E enquanto ele "dorme", eu encontro com Martin, e ninguém quer brincar com ele, semelhanças não só no nome, isso é Herzog!

Ninguém Quer Brincar Comigo from fred burle on Vimeo.



Informações sobre o filme aqui.

(Ninguém quer Brincar Comigo, Alemanha, 13 minutos - 1974)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Toy Story 3

Quando eu assisti Toy Story pela primeira vez, eu era muito pequeno, acho que nem entendia direito o que era aquilo, mas lembro de ter gostado ao ponto de ganhar uma fita VHS de presente de alguém que nem me lembro. Logo, quando lançaram o segundo filme, meu pai me levou ao cinema e dormiu na poltrona ao lado, enquanto aquelas imagens penetravam em minha cabeça para nunca mais sair.Um tempo depois, somando vários outros acontecimentos, eu percebia que era para aquilo que eu serviria, para fazer filmes, era o meu jeito de brincar pra sempre e nunca deixar de ser criança. Confesso que sempre tive um pouco de Peter Pan. Mas eu era prepotente ao ponto de achar que eu, ainda novo, sabia tanto quanto muitos outros adultos, pois talvez eu não conhecesse muitas pessoas que soubessem muito. Mas eu cresci, e hoje tenho consciência disso, sei que não posso brincar pra sempre. Sei também que não sei quase nada. Mas o que eu faço com a decisão que tomei ainda crinaça? Com a decisão de brincar pra sempre. É inegável que vou continuar fazendo cinema, é isso que eu faço, é isso que eu sei fazer. Mas também tenho toda minha infância guardada em pastas, armários, caixas e potes. Não guardei minha infância apenas dentro de mim, guardei materialmente também.

Hoje, ao assistir Toy Story 3, pensamentos ocorreram em minha mente e eu nem soube como reagir. O filme, é sem sombra de dúvidas, um dos melhores de todos os tempos, pois nos ensina a crescer. Pensei que deveria me desfazer de tudo materialmente, que nada do que guardei por todos esses anos faz mais sentido. É tudo lembrança, mas uma lembrança viva demais. Se eu andar pelo meu quarto resgatando tudo, sou capaz de ficar semanas só fazendo isso. Meu quarto ainda mistura "minhas coisas de criança" com meu mundo de hoje. Aliás, meu quarto já não é nem mais meu.

Não consigo me desapegar das minhas coisas materiais, apesar de viver feliz sem elas, preciso que elas estejam ali, guardadas. Já não sei o que fazer, são coisas demais, tenho medo de mexer em tudo isso, de brincar com meu passado, com minhas memórias de infância que para mim, eram perfeitas. É isso que Toy Story 3 faz.


domingo, 11 de julho de 2010

MaShUp

Eu gosto de trabalhar com essas pessoas que fizeram o piloto de programa de TV "Mashup". São eficientes, bonitos, inteligentes e o resultado fica assim, de um jeito que eu acho bom:







Assistam e Comentem!

sábado, 3 de julho de 2010

Swell Season na Globo. Razões pelas quais eu não gosto que isso aconteça.

Tudo caminhava bem, minha banda preferida vindo ao Brasil no próximo mês, show em São Paulo num dia que eu posso ir, até que... Descubro que a música deles foi parar na novela e fico puto. Talvez eu possa até ter exagerado, mas tenho razão em certa medida.
Quando ouvi pela primeira vez a música deles, foi durante a cerimônia do Oscar e eu nem tinha noção do que poderia ser aquilo, resolvi ir mergulhando até descobrir todo o universo que envolvia a música deles. É bem verdade que o Oscar serviu como um poderoso instrumento de divulgação para o filme, e consequentemente para a banda, mas essa não era a proposta inicial do prêmio. Ninguém conferiu a estatueta à dupla para que eles ficassem mais conhecidos.
Ao mesmo tempo, quando John Carney pediu musicas para o Glen e as colocou no filme, ele não pretendia divulgar as músicas, ele pretendia fazer um bom filme.

Então, eles anunciam shows no Brasil. E visivelmente a quantidade de público que eles atrairiam não seria muito grande, quem iria ao show seria aquelas pessoas que realmente gostam do trabalho deles ou que de alguma maneira ficassem curiosos ao saber do evento. Até que começam a tocar a música na novela.

Nunca assisti essa novela, mas acredito que não deve ser diferente de todas as outras que já passaram na Globo, com alguns erros a mais e alguns acertos também. Mas a função da música na novela não é, com toda certeza, compor a trilha musical e contribuir para a narrativa. É nitidamente apresentar a música para o grande público, e isso não teria problema algum. O problema é o que acontece a seguir. Muito provavelmente essa música passará a ser enxergada apenas como produto para que a vinda deles para o Brasil seja algo lucrativo para as pessoas que produzem o show. Aí você me pergunta: mas é claro! eles precisam ganhar dinheiro? Será mesmo que precisam? Pois com certeza a renda a mais que a música na novela vai garantir não atingirá a banda e sim várias pessoas que vão entrando na intermediação.

Quando passam filmes iranianos em Mostras de Cinema e Cineclubes pelo Brasil, certamente não há lucro. O que ocorre é uma difusão da cultura, as pessoas com mais acesso a esses locais passam a conhecer o que é feito ao redor do mundo. E é claro que é importante o acesso dos que não possuem condições a conteúdos culturais relevantes, mas isso não é feito por meio da massificação da obra. E o mesmo deveria ocorrer com o show da Swell Season.

Talvez seja pensar utopicamente. Mas eu acredito que por exemplo, uma boa estratégia de divulgação via internet seria bem mais interessante. Haja visto o post sobre vlogs, nenhum dos dois precisou de uma corporação por trás para ter milhões de acesso e o conteúdo produzido por eles é interessante e não massificado, não foi transformado em produto.
A música de Glen e Mar não vai ficar pior por tocar na novela, o que eu critico é a estratégia e o modo de lidar com algo que é bom, apenas visando dinheiro. Para a divulgação em massa pode até ser bom, mas para a música deles, será realmente necessário?

Agora deixando a imparcialidade de lado, eu já imagino aquela loira do Video Show entrevistando os dois, ou o Faustão falando no meio da música deles! E não venham me dizer que não há problema nisso.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Se a gente faz tudo direito....

As coisas dão certo!

Comigo acontece assim.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pensando Vlogs e Reality Shows

Algum tempo atrás, tivemos na televisão a explosão dos Reality Shows. Por todo o mundo, pessoas expunham suas vidas em formatos diferentes nas mais variadas emissoras de televisão. Algumas buscavam o sucesso como cantores, ídolos pop, atores, ou simplesmente pretendiam ficar famosos. Muitos conseguiram, por alguns instantes. Surge então a categoria das sub-celebridades num fenômeno que é pouquíssimo estudado pelos acadêmicos e que se configura como um assunto complexo de ser estudado. A plateia, cada vez mais está na frente das câmeras.
Também é complexo o fenômeno que é a internet, livres de grandes corporações midiáticas que são as emissoras de TV, praticamente qualquer indivíduo no mundo pode criar seu conteúdo e divulgá-lo na internet e esse conteúdo pode ser qualquer coisa, literalmente, sem uma pessoa responsávelpor uma triagem do que seria o conteúdo de qualidade e do que seria ruim.
Algumas semanas atrás eu comecei a assistir dois vlogs (ou dois programas para internet?) onde com apenas uma câmera, o "apresentador" comenta fatos, acontecimentos e faz seu discurso dando sua opinião sobre coisas no mundo. Aos poucos fui percebendo que, a imagem do "apresentador" da internet se mistura com a "imagem" do indivíduo na internet e como que por consequência com a imagem dele na "vida real", fora do ambiente virtual.
Vamos explicar melhor...



Ao assistir os videos do @pecesiqueira encontramos conteúdo de qualidade audiovisual, opiniões sobre a Copa, as vuvuzelas, banho, videogames e etc. Mas essas opiniões vão revelando aos poucos dados sobre a vida (talvez a "vida real") do "apresentador". Sabemos que ele tem uma namorada ruiva, uma cachorra chamada Lola, que ele mora em São Paulo, sabemos como é seu quarto, que ele toca violão... O que, em certa medida, vai se configurando como um reality show virtual onde o público (os internautas) ficam na expectativa de saber qual o próximo passo dele. O que ele gosta de comer, o que ele gosta de vestir, se ele se incomoda em ser vesgo...
O mesmo acontece ao assitirmos os videos do @felipeneto. Vemos parte da sua casa, seu irmão, sabemos que ele está viajando, que está doente, que comprou novos óculos.



Talvez a grande diferença esteja na forma como essas informações são vinculadas. Enquanto que num Big Brother autorizam terceiros a vincularem informações sobre suas vidas, montando imagens que, muitas vezes podem não ser as imagens que os participantes gostariam de passar; nesses videos da internet, quem contrói a imagem é o próprio individuo, o "dono" do programa, do video.
É burrice afirmar que por ser o próprio individuo, a imagem que vemos na internet é a imagem real da pessoa e que o Felipe Neto realmente usa aqueles óculos e fala daquele jeito constantemente. Ao se dirigir para a câmera, qualquer pessoa irá se comportar da maneira como ela gostaria de ser vista, ainda que funcione ou não. Ao atuar para a câmera eles criam uma imagem deles dentro da internet. Essa imagem é completada por comentários no twitter e por toda a rede.

Não quero aqui dizer que um BBB e um cara que faz videos pra internet sejam a mesma coisa, longe disso. Mas eles possuem uma origem em comum, que talvez esteja na necessidade das pessoas pelo ato de voyer e pela exibição.
O conteúdo desses vídeos é realmente interessante se pensarmos que veiculam informação para uma imensa quantidade de pessoas e uma informação que não passa pela censura de interesses de grandes empresas, mas é uma coisa complicada demais para ser pensada num blog.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

simples assim

Não consigo procurar palavras, sou simples, deveria ser mais. Preciso voltar a ser bom, venho tentando sorrir de verdade, sorrir com a pureza que encontro no brilho dos olhos de algumas pessoas.
O problema é que venho cansando das reclamações dos burgueses que por vezes eu escutei demais e também venho cansando da ironia e da viagem dos que pensam demais sobre as coisas da vida e fazem coisas estranhas, que só eles entendem, mas acabam se sentindo incompreendidos. Eu também não me encontro mais no meu meio termo. Vou acontecendo.

Fiquei feliz nos últimos dias com a finalização do "Mashup" o programa piloto que fizemos de Realização I, logo mais constará no Youtube. Por enquanto, dois pequenos videos realizados em menos de uma hora para "Direção I" e "Roteiro I", sem muito conteúdo, são apenas exercícios.





E assim vai passando o mês de junho.

terça-feira, 22 de junho de 2010

e o que deve ser dito?

Devo dizer que é final de semestre e eu estou com o #diabopordentro. Tudo para o mesmo dia, tudo ao mesmo tempo, como é de costume. E ainda tem a Copa do Mundo com as maravilhosas vuvuzelas! Sim, eu gosto delas e não estou sendo irônico, apesar de concordar que tem uma hora que elas passam do limite. Mas fazer barulho é tão divertido.
A França foi eliminada da Copa hoje! Vingança dos Irlandeses que deveriam estar lá e com certeza fariam mais bonito! Vim aqui apenas de passagem, ainda há muito a ser dito e feito fora do mundo virtual.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

12 macacos e os meus 20 anos

Talvez esse seja o post que mais se aproxime da ideia que eu tenho para o blog. Misturar o audiovisual e minhas reflexões. Tudo isso se deve a um processo...
No útilmo feriado voltei para minha cidade, onde encontro sempre as pessoas que eu amo e em mais um domingo divertido assisti ao filme "12 Macacos" com minhas primas e meu irmão. O filme havia sido indicado em uma das aulas de Roteiro para que eu usasse como referência. Tamanha foi minha surpresa ao reconhecer logo no primeiro plano, que eu já havia assistido aquele filme.
Cheio de dejavús e passeios pelo tempo, 12 Macacos se mostrou para mim como um exemplo de um bom roteiro. Tudo parece se encaixar em algum momento, pois você já viu aquilo! É claro que já viu, está no filme! Todos os elementos se encaixam e convergem no clímax da história que é quando você diz: "Caramba! É por isso!" e agora tudo faz sentido.

E tudo fez mais sentido para mim que havia assistido ainda muito pequeno aquele filme e que guardava na memória registros vagos dos acontecimentos, durante o filme, era como se eu voltasse no tempo e me visse em frente a televisão com apenas oito ou nove anos nas costas. No dia seguinte, foi meu aniversário. Eu fiz 20 anos, agora eu estava pronto para compreender tudo aquilo. E mais que compreender o filme, nas últimas semanas eu tenho agido diferente e fui obrigado a ter que compreender o que está acontecendo.

Talvez eu tenha me tornado mais pragmático, não consigo mais aceitar coisas que eu sei que estão erradas. Não tenho mais idade para pequenas brincadeiras de escola, pega-pega, esconde-esconde, passa-anel, rouba-bandeira... Mas tenho idade para me divertir e fazer o que eu acho certo, pois sim, agora eu tenho que saber o que é certo e o que é fácil, como diria Alvo Dumbledore. E talvez com um pouco de arrogância eu tenha me colocado numa posição rude que nega e briga contra tudo aquilo que eu discordo, sem me preocupar com consequências negativas para aquilo que eu sei que está errado. Eu parei pra pensar. Meu comportamento era tão confuso quanto as últimas frases, que talvez só quem me acompanhou nas últimas semanas vá entender.


E assim, como quase com total displicência eu mado no twitter uma mensagem para as duas pessoas que modificaram minha vida há quase dois anos atrás. Dois ídolos, intocáveis, distantes. E ela me responde, com poucas palavras, disperta algo em mim, eu olho e vejo: o que eu estou fazendo. Eu mudo, minha postura continua séria, mas eu preciso voltar a ser tolerante e menos agressivo, como me coloquei há quase dois anos quando assiti "Apenas uma Vez". Não preciso ser uma pessoa ruim, apenas porque acho que alguém está errado ou porque prefiro estar com poucos amigos. Eu sou assim, simples, não posso complicar.



Acho que esse é o link para o torrent filme "12 Macacos".

domingo, 6 de junho de 2010

eu não posso entender

Essa vida tão injusta! Não vou fingir que já parou de doer, mas um dia isso vai se acabar...

Na nossa vida a gente escolhe muitas coisas, mas na maioria das vezes, eu tenho a sensação de não ter nada sob controle. Eu não faço ideia como vai ser meu dia de amanhã, a unica certeza que eu tenho é que segunda-feira é meu aniversário e que a labuta recomeça.
Eu não tenho perto de mim as pessoas que eu amo, eu não amo todos que estão sempre por perto. Os que eu vejo sempre, nem sempre são os que eu quero ver e o que eu quero ser, eu não sei se vou poder. Aos seis anos eu sonhava em ser o que eu sou hoje, e hoje, eu sonho com o dia de amanhã, incerto.
Farei 20 anos e sou novo demais, mas não o suficiente para ser irresponsável e me divertir sem ligar para as consequências, eu sou gente grande e a tendência é piorar. Meus ídolos são os mesmos, ruivos e com barba. Meus pais e familiares são os mesmos. Meus amigos são os mesmos. Eu não sou o mesmo, sou um doppleganger de mim mesmo, que um dia contarei aos meus filhos a história de como conheci a mãe deles, mas antes terei que contar tudo que vem acontecendo nos últimos cinco anos.


sábado, 5 de junho de 2010

móveis coloniais de acaju

Meu colega de quarto costuma ouvir Móveis Coloniais de Acaju, eu nunca havia parado pra prestar atenção, apesar de ter decorado já algumas letras. Foi então que depois de um show muito bom durante a Virada Cultural, eu pude ter um contato um pouco maior com a banda e perceber que eles são realmente interessantes de se ouvir. A música "Tempo" foi a que mais me chamou a atenção e, por algum motivo, fiquei imaginando ela numa versão mais lenta e melódica, quem sabe eu ainda trabalho nisso.
Pra quem se interessar, eles tem todas as músicas disponíveis na internet!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

quando acaba?

Por algumas vezes não saber o que dizer, preciso que os outros digam pra mim:

Majestosa é a poesia daqueles que sabem escrever com o coração, pois se não soubessem não seriam poetas e sim escritores.

Eu queria ter sido um deles, queria ter sido aquele que as pessoas lêem e choram de emoção, e com o passar o tempo, guardam fundo no coração.

Por não ter sido, me cabe uma frustração. Mas ainda que aquela mais bela poesia que escrevi não tenha saído de minha mente e sim do papel de algum poeta, poeta verdadeiro, eu vivi feliz pelo tempo que me foi necessário para compreender que vivi feliz.

Por hora, me suspendo entre panfletos e pergaminhos, entre anjos e arcanjos, entre amigos ou não, no claro ou na escuridão, buscando um caminho que leve a perfeição de um coração abandonado em pleno altar.

Quando eu voltar, as coisas vão ser diferentes, eles me garantem e eu acredito, e nessas possibilidades sigo rindo, brincando, e levando a sério quando é necessário. Chega por hoje.

Lázaro, o falso poeta.


domingo, 23 de maio de 2010

tantas coisas que eu não sei onde estão...


... e de todas essas coisas, eu queria encontrar algumas delas. Mas é quase como querer prever o futuro! Outras a gente acha no Google e algumas, talvez nunca encontre.
Tenho buscado Marvin e seu bezerro cor de caramelo, me mantem ocupado e faz com que eu não pense em buscar outras coisas, que talvez me fizesse mais feliz, mas que são bem mais complicadas de se encontrar.
Encontrei mais do trabalho da banda Interference, em breve posso postar alguma coisa sobre eles, ainda desconheço a maior parte. Encontrei Móveis Coloniais de Acaju e Blues The Ville na Virada Cultural Paulista, encontrei pessoas que eu queria e não queria encontrar, dividido estou.
O ruim, é saber onde estão as coisas que por enquanto, eu não posso ter. O bom, é saber daquelas que eu sempre vou ter, parâmetros pra mim.

(A Imagem está no site da banda Interference http://www.interference.ie/)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

reflexo

Tenho uma vista bonita da minha janela, hoje pela noite, fui observá-la para poder refletir, pensar sobre as coisas da vida. O vidro abaixado me mostrava mais o meu reflexo do que a cidade escura com as luzes da noite. A reflexão de algo que ainda não sei o que é, eu mesmo.

sábado, 15 de maio de 2010

Piano



Não sei tocar piano, mas faço isso de vez em quando. Não sei ler partituras, mas também faço isso de vez em quando. Faz bem. Queria fazer isso mais vezes.
Fazer o bem é algo relativo, uma semana atarefada faz bem, mas também não o faz, pois cansamos. Uma festa faz bem, mas o pós festa nem sempre faz. Um amigo sempre faz bem, menos quando vai embora, mas quando chega é uma das melhores sensações que a gente pode sentir!
É isso por hoje.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

tempo de referências

Não há mais tempo e por não haver, cada vez mais se fazem necessárias pequenas pausas. Hoje parei e para aproveitar que estava parado resolvi buscar as referências que explicariam a vida de Marvin, meu protagonista das aulas de roteiro. A primeira coisa que fui assistir foi o primeiro episódio de House MD dessa sexta temporada. (Download). Eu já sabia qual seria o tema, uma vez que fora indicado por se relacionar com o tema do meu roteiro e também já tinha a lembrança de ter lido em algum lugar que o episódio se encerra com uma música da banda The Frames, mas consegui entrar em suspensão e tive uma "grata surpresa" ao ouvir e reconhecer os primeiros acordes de "Seven Day Mile". Escrevi então a biografia de Marvin e mergulhei numa vida criada por mim, mas que não me pertence. Cansei. E por estar cansado, precisei ouvir mais The Frames para relaxar.



Talvez na noite de hoje ou numa noite em breve, eu mereça estar num lugar como o desse video, ouvindo essa música.
"Após este patamar, está tudo dito e feito. E cada vez que eu tento, as palavras fazem pouco sentido, até você se foi."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

audiovisual...


Em alguns momentos de nossas vidas, nos imaginamos em filmes, vemos cortes, planos e sequências. Mas os mais especiais é quando vemos elipses, flash fowards, saltos no tempo para uma cena em que num saudoso flashback enxergamos a cena que acontece no exato momento. E quando isso acontece, é como "se um espirito passasse diante de mim e fizesse arrepiar os cabelos de minha carne". São momentos raros de plena felicidade, misturados com nostalgia. Egoísmo e tristeza. Felicidade e Companheirismo num frame.
Meu amigo vai para França, minha amiga fala no rádio, eu escrevo, penso filmes. Em dez anos, tudo isso será lembrança audiovisual.

domingo, 2 de maio de 2010

Viajo porque preciso, volto porque te amo...


Quando somos convidados a assistir um filme brasileiro, há sempre um ar de desconfiança no ar, pois nunca sabemos o que está por vir. Alguns costumam dividir entre o experimental que cita Glauber de um jeito que fica estranho, o filme de favela, e os "blockbusters" da Globo Filmes.
Mas é bom sempre se despir desses preconceitos, pois como nunca sabemos o que vai vim, muitas vezes somos surpreendidos, positivamente.
Ao descobrir que o filme que eu estava prestes a assistir era do mesmo diretor de "Cinema Aspirina e Urubus" e também do diretor de "O Céu de Suely", minha atenção foi dirigida de outra maneira, e o filme começa. Estrada, música, um corte brusco que chama atenção e então o filme se arrasta por meia hora e você vai se largando na cadeira, você acha que já sabe o que o filme vai contar.
A ausência da imagem do protagonista começa incomodando, mas logo nos acostumamos e nos entregamos a uma narrativa sonora e a imagens que quase sempre remetem a sensações.
Um ponto de virada, de repente não sabemos mais o que estamos vendo. O título do filme é negado, "viajo porque preciso, volto... não, eu não volto". Como assim? O que estamos assistindo? Talvez seja um filme romântico e melancólico, mas como aquilo aconteceu? É tudo tão concreto, é tudo tão documental! Uma entrevista! Uma entrevista dirigida no meio da narrativa da ficção. Mais um ponto de virada que faz se acomodar melhor na cadeira e tentar entender o que estamos vendo. "Mas não era uma ficção?" É a pergunta que muitos podem se fazer, sim é uma ficção, onde apenas o protagonista tem voz, apesar de como já disse, não ter imagem.
Viajamos junto com essa voz e talvez por vezes, somos obrigados a enxergar o corpo dono dessa voz. Quem é ele? Que filme é esse? Viajo pra onde?
Perguntas ficam no ar, mas respostas são dadas de uma forma poética e delicada. Assistimos a um belo filme, um romance, que começou como documentário e se desenvolveu num experimental completamente legível e aberto para leituras em diversos níveis... Recomendo.

sábado, 1 de maio de 2010

frio


Minhas mãos estão frias, de tempos em tempos bate um vento gelado aqui em casa, mesmo com as portas e janelas fechadas. Ainda que eu não more sozinho e que a casa sempre receba pessoas, hoje ela está vazia. Quando olho para o lado, não vejo ninguém, nem mesmo a pequena cachorra que abrigamos pelo fim de semana.
O frio me lembra um filme, um filme bastante divertido que assisti alguns anos atrás. De alguma maneira, o universo de fantasia infantil sempre me encantou, desde quando eu era criança (talvez ainda seja um pouco). Nós nos permitimos sonhar, nos permitimos ficcionar sem compromisso. E já um pouco crescido e consciente do meu gosto pessoal e profissional por cinema, fui ao shopping assistir a animação com Tom Hanks, "O Expresso Polar".
Sentado na última fila, sozinho, cheguei alguns bons minutos antes do começo e já com o ar condicionado ligado e vestindo os trajes tipicos de um verão caiçara. O filme começou e todo aquele ambiente nevado só fazia diminuir a temperatura do meu corpo, me encolhia na cadeira do meio numa sala quase vazia.
Lembro-me de imagens encantadoras e canções embalantes, ainda que dubladas. Lembro do trem descarrilhando e de um papai Noel convincente, mesmo para mim que já praticamente nem lembrava do bom velhinho no Natal. Lembro dos desejos, da desconfiança, da fantasia... Lembro de coisas que me acompanham até hoje, acredito em muitas delas.
Quando somos crianças temos comportamentos tão bonitos que se perdem com o tempo. Hoje escuto muitas pessoas reclamando de crianças arteiras e mal comportadas, pessoas frias que praticamente não enxergam a beleza de um pequenino tomando chocolate quente num vagão de trem no meio de um deserto gelado. É possível sentir a sensação do liquido quente descendo pela garganta e aquecendo o corpo.
Não gostaria de criticar "o" filme. Pois talvez o mais importante aqui seja a mensagem que ele deixa. Nesse momento, me questiono se a mensagem seria mais importante do que a obra? Acho que não existe resposta. Mais tarde teorizo sobre isso.
Não vejo neve aqui. Não vejo crianças aqui. Vejo uma casa quente e confortável, mas que de tempo em tempos é surpreendida por um vento gelado, quase num sinal de que somos adultos.


Aqui tem o torrent do filme para baixar:
http://www.btmon.com/Video/Movies/O.Expresso.Polar_2004_DvDrip.AC3_Dublado_-jandor2009.torrent.html

sexta-feira, 30 de abril de 2010

horas combinadas

Vamos voltar a falar de audiovisual? Essa era a proposta inicial do blog. Mas hoje as imagens e sons são uma parte tão importante e constante na minha vida que tudo se mistura.
Às 09:09 de quarta-feira cheguei no trabalho e logo sai para colar cartazes na cidade sobre o seminário de políticas culturais da UFSCar. 12:12 cheguei em casa para o horário de almoço, pretendia continuar colando durante a tarde, mas preferi ficar em casa. Cheguei 16 minutos atrasado para aula de roteiro que começou as 16h, ali pude elaborar melhor toda ideia do bezerro.
Às 19:19 começou o filme no Cine UFSCar: "Viajo porque preciso, volto porque te amo", e honestamente um filme que me pegou, pela ousadia, pela qualidade e pela sensibilidade. Havia uma "áurea" diferente no ar. Pretendo escrever sobre esse filme em breve, mas estou sem prática.
No dia seguinte (quinta-feira) às 13:13 eu imprimia meu roteiro do bezerro para participar do projeto Sal-Grosso. Às 14:14 chegava para o seminário na UFSCar e mais tarde, 19:19 começava a assistir outro filme "Canções de Amor", é bom, apesar de ser "meloso" demais pra mim. Em breve também escrevo sobre esse filme, se tudo der certo.
Hoje, às 14:14 comecei esse post, vamos ver até quando isso vai...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

parâmetros


Acho que esse é o post mais dificil que já escrevi.

Acordei exatamente sem saber o que fazer, sem saber o que pensar, pois na verdade fazer eu sei. Queria ter acordado sem sentir, sem ter que encarar uma dor no peito por espaços vazios que são deixados. Sinto como se meus sentimentos fossem divididos em minúsculas partes e que cada pessoa que eu amo estivesse responsável por cuidar de um pequeno compartimento no meu coração. As pessoas tem cuidado da maneira como podem, algumas nem sempre podem visitar seu espaço, mas estão presentes na memória e cudiam para que a mensagem ou a visita ocasional sejam suficientes para preencher aquele vazio pelo máximo de tempo possível.
Alguns, parecem conseguir compartimentos maiores e valorizam isso, fazem desse compartimento um lar aconchegante. Em pouco tempo, rapidamente novos compartimentos se abriram e foram ocupados, e esses ocupantes tem cuidado com carinho de seus novos lares, são meus novos amigos. São aqueles que começam a se tornar parâmetros.
Mas, também em pouco tempo alguém conseguir abrir um novo compartimento, um lugar que até então acho que não conhecia e um lugar precipitado do tipo que eu sempre tomei cuidado para que não fosse visitado assim, despretensiosamente. Um lugar inseguro que nem eu conheço direito e por não conhecer também não tenho certeza se esse lugar existe. Insegurança. Existência. E esse lugar ficou aberto, vazio, sem nada, e tem sido visitado por incertezas e por momentos ficcionados misturados de sonhos e vontades, comentários e desejos que me deixam confuso sobre o que realmente acontece. E agora que esse lugar ficou aberto, ele precisa ser preenchido por alguém.

domingo, 11 de abril de 2010

roteiros

Ando sem objetividade, sem ser direto, teorizo. Não consigo mais pensar, pois talvez tudo que eu havia roteirizado foi filmado de uma maneira diferente que fugiu do meu controle. Isso só porque tudo parecia tão simples.
Ontem eu assisti "Once" apenas mais uma vez e novamente me aproximei daquilo que eu espero pra mim, um roteiro simples, uma vida redonda e equilibrada, será que é tão dificil? Não aguento mais as peripécias! As tensões se multiplicam e nunca chega no clímax! É quase uma narrativa pós moderna, não podia ser uma narrativa clássica?
É por isso que temos que mentir, criar e inventar, nada é convencional, e isso talvez não seja ruim. Nunca fui de reclamar da vida e não vai ser agora que vou fazer isso. Roteirizo e teorizo. Escrevo e minto, crio histórias. Só me lembrem de não fazer isso comigo mesmo.
Ontem admirei mais uma vez o plano de Glen e Mar na loja de instrumentos, "falling slowly" eu espero o dia em que eles virão para o Brasil, pois talvez esse tenha sido o melhor dos rumores dos últimos dias. Quero que meus amigos compartilhem dessa felicidade comigo, pois das minhas tristezas eles já compartilham demais.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

em um tempo de imagens não reais.




Permitam-me a incoerência e a filosofia, aceitem isso como se eu estivesse bêbado, não estou.
As pequenas fotos são seguidas de frases com não mais de 140 caracteres, assim que eu tenho me expressado ultimamente. Assim eu tenho me escondido ultimamente.
Havia um grande lugar, onde o céu cor de laranja fazia-se ouvir ao som de uma orquestra sinfônica que tocava músicas brasileiras. Eu estava nesse lugar e minha pele se arrepiava como no dia em que li a possivel aproximação do músico de cabelos ruivos. Eu chorei.
E também chorei sentado na calçada tentando compreender as sensações do mundo, senti saudades, senti falta de um lugar onde poderiamos sentar por horas e ali ficar, aquecidos, sem sentir o vento da noite, apenas conversando. Amando.
Felizmente acabou o programa alienador e sem ética que tanto adoramos, foi uma tortura. Sinto uma tontura ao escrever isso, o quarto desarrumado gira ao meu redor. Eu gritaria por socorro. Eu quero uma imagem!
Acho que ainda buscarei meu bezerro, talvez ele se aproxime cada vez mais, não sei mais onde estou. Eu vivo, apenas, e já é tão complicado.

Flores enfeitam o meu jardim, perdido. Ali, os pássaros voariam se soubessem que é seguro, como não sabem, pousam nos fios de energia, correm riscos desnecessários, fim.

*Percebi que as pessoas buscam o torrent pra download do filme da Pixar que ilustra o post. Deve ter nesse link. Não baixei porque vi em dvd.

sábado, 27 de março de 2010

#fogadicesar


sugestivo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Clint Eastwood acerta, mas arrisca?

Clint Eastwood é sem sombra de dúvida meu diretor Hollywoodiano favorito. Desde o fabuloso "Menina de Ouro" eu venho procurando assistir coisas de sua autoria. Ano passado fui ao cinema assistir "ATroca" e encontrei uma Angelina Jolie convincente e um John Malkovich trabalhando bem, um filme que me prendeu mesmo sendo mais "modesto" do que a emoção que "Menina de Ouro" me passou.
Já "Gran Torino" me conquistou por inteiro, talvez pela maior simplicidade, por ser mais intimista, mesmo tratando de relações tão amplas como a "invasão" de estrangeiros aos Estados Unidos. O roteiro inteligente e a sensibilidade me pegaram de surpresa.
No último sábado fui ao cinema assistir "Invictus" que já me ganha com a escolha de Matt Damon. É sem sombra de dúvidas um dos melhores filmes que já vi, o espectador torce junto nos jogos de rugby (seja para África do Sul ou seja para Nova Zelândia, pois inacreditavelmente uma amiga minha torcia para Nova Zelândia). É arrepiante. Fiquei boa parte do filme emocionado e a atuação de Morgan Freeman é mais do que convincente, eu acredito que foi o próprio Mandela que participou do filme. O único ponto fraco é o fato de tratar-se de uma história que realmente aconteceu. Mas a culpa desse ponto fraco não é de quem fez o filme, é daqueles que acreditam que tudo aconteceu exatamente da maneira como é mostrado, isso me irrita tanto. As pessoas esquecem que é um filme de ficção, há invenção ali! Por menor que seja.
Apesar de tudo, acho que o ponto forte de Eastwood está mais na técnica do que na criação, é tudo impecável e os roteiros sempre conseguem capturar o espectador, mas acho que não há inovação quanto a linguagem. Mas se um dia eu conseguir fazer metade do que Clint faz, já me dou por satisfeito.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pequena Pausa Terminando...

Janeiro chegou e janeiro terminou. Como num piscar de olhos as coisas aconteceram e o ano começa pra valer em breve, assim que o carnaval passar... Pela primeira vez as férias não serviram para descansar e esquecer do mundo, como sempre acontece, serviram para se preparar para o que está chegando: uma nova vida, numa nova casa.

A quase confirmada concretização da Brocolândia não poderia chegar em melhor hora, estamos prontos para produzir, essa é minha sensação. Estamos aperfeiçoados, o que devemos fazer agora é uma lapidação.

Em meio a enxurrada de vazio emitida pelos reality shows, a mente e os meios de comunicação parecem não funcionar, é preciso esforço para conseguir encontrar programas culturais interessantes, ainda mais com tanto calor, o que torna a praia bem mais atrativa e o sorvete bem mais saboroso do que a pipoca do cinema. Aliás, o ar-condicionado do cinema é uma boa pedida pro verão, pensando bem...

Programas de verão não incluem televisão, pelo menos não numa cidade do litoral. As ruas ficam mais lotadas do que os sofás, felizmente, mas ainda assim você escuta pelas rodas de conversa assuntos nada relevantes que se referem à televisão. O verão é a época de sair com os amigos e por isso o blog deu um tempo, com postagens feitas ocasionalmente, pois além de resolver pendências, nós queríamos nos divertir, mas depois do carnaval a coisa começa de vez, de uma forma mais atrativa e mais organizada, esperem que a coisa vai melhorar...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Luz! Luz! Luz!

Os autores desse blog passam por um bloqueio criativo, além de estarmos de férias. Para não deixá-lo sem postagens durante algum tempo, um dos motivos pelo qual eu não recomendo que assistam "Malhação":


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Castelo

Sempre sonhei em morar num castelo, praticamente desde que eu nasci e vivi por quase onze anos em “Apuca”, meu mundo imaginário, onde não havia monstros e nem violência, a pior coisa que existe em “Apuca” são idiotas que eram personificados pelo meu irmão brigando comigo. Cresci com a vontade de ter um castelo moderno, cheio de empregados, com salas para diversão, quantos mais andares melhor.

Aos poucos, o castelo foi diminuído e, ao invés de querer viver lá com toda minha família, eu queria montar minha família, viver com meus filhos e receber meus amigos como convidados, queria balões para a inauguração e uma grande galeria de arte, além de uma sala de cinema. Sonhei muitas coisas enquanto fui criança, sonhos que não importavam a grandeza, eu queria realizá-los. Sonhei em estudar cinema e fazer cinema, hoje eu sonho em viver fazendo cinema. Enquanto cresci meus sonhos foram mudando, tornando-se ao mesmo tempo mais realizáveis e menos lúdicos.

Hoje em dia sonho apenas em poder receber os amigos, seja num castelo ou em um apartamento apertado perto da praia.

Se eu ganhasse dinheiro suficiente para morar num castelo, talvez ainda alimentasse essa idéia, mas ainda assim, hoje imagino corredores frios e vazios, as pessoas trancadas em seus quartos conversando pela Internet, talvez fosse melhor uma casa menor, mais aconchegante...

Os sonhos se modificam com o tempo, mas ainda bem que eu posso brincar com eles, brincar com as imagens que surgem na mente das pessoas e que cada vez mais me confundo entre real e imaginário. Talvez o único sonho que eu ainda tenha desde pequeno é sonhar com a magia do cinema, talvez eu consiga viver num castelo na tela grande e na sala escura e, talvez na vida real as coisas aconteçam calmamente sem grandes castelos e contos de fada.

Ou ainda posso comprar uma passagem pro parque temático do Harry Potter e conhecer a réplica do mundo que me tirou de “Apuca”. De qualquer jeito, meu maior castelo é ter conhecido algumas pessoas especiais com as quais compartilhei esse sonho...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Agradável Surpresa

Sempre tive um (ou mais) pé atrás com Los Hermanos, confesso que nunca tive vontade de escutar nenhuma música dessa ex-banda. Nem mesmo no auge de "Ana Júlia" quando quase meio mundo parecia gostar dessa música eu conseguia engolir o som deles. Então depois de algum tempo de insistência de vários amigos, depois da banda acabar e numa época em que eu resolvi procurar por coisas diferentes para ouvir, eu encontrei um álbum deles e acabei curtindo bastante. Recomendo. Dias depois baixei um segundo álbum que já não teve o mesmo efeito e ainda não consegui ouvi-lo inteiro, pois sempre me canso na metade. Destaque para a última faixa "De Onde vem a Calma", na minha opinião a mais interessante.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Janeiro no Cinema

Uma das grandes expectativas para esse mês é o lançamento do novo filme do Spike Jonze: "Onde Vivem os Monstros" (Where The Wild Things Are), e ainda bem que o título não foi traduzido por nenhum funcionário do SBT.
Apesar de já ter visto o filme, confesso que ainda estou curioso para ver como fica na tela grande do cinema. Adaptado do livro de Maurice Sendak, a história é bastante interessante e, o estilo "videoclipe" de Jonze continua nesse filme, mas ainda assim da primeira vez que eu assisti me parecia faltar alguma coisa que eu não consigo explicar ainda.
A "sensibilidade" é para mim o ponto forte do filme e talvez eu tenha me identificado com o protagonista de uma forma que mesmo que a crítica e o público não aceitem o filme, eu vou acabar gostando.


Top five

Ao contrário do Top Five abaixo não coloquei aqui as DIVAS brasileiras, pelo contrário... coloquei apenas uma banda brasileira que não tem nada de DIVA!São bandas que eu gosto, mas mesmo assim foi muito difícil decidir quais ficariam aqui no Top Five.

5º lugar : Mclfy - Falling in Love.



4º lugar : Forfun - Aí sim.



3º lugar : Linkin Park - New Divide.



2º lugar : Paramore - Brick by Boring Brick.



1º lugar : Kings of Leon - Use Somebody.

TOP FIVE

Bem, acredito que uma nova estrela está nascendo, para seguir o caminho deixado por grandes divas da música brasileira, por isso resolvi fazer um post sobre aquelas que seriam talvez, a grande musa inspiradora dessa cantora que eu não sei o nome ainda, mas que em breve será capa de revistas e destaque em programas da RedeTV. Vou fazer primeiro o ranking das melhores cinco cantoras e, em seguida, apresento aquela que é a próxima estrela do verão!

Em quinto lugar, uma estrela do cinema nacional, ex-dançarina, atriz e cantora (talvez modelo também e aspirante a paquita). Carla Perez:



Em quarto lugar, ela que atualmente participa de um programa com muito conteúdo da Rede Record. A também ex-dançarina, cantora, modelo e atriz: Sheila Mello (ela cansou de ser comida, agora quer ser água):



Em terceiro lugar, representando todas as mulheres fruta. (Sinceramente não sei como alguém com uma voz dessa tem a capacidade de dizer que é cantora). Ela que também é dançarina, atriz, modelo e cantora. A Mulher Melância:



Em segundo lugar, a mulher das cirurgias plásticas. Ela que talvez seja a melhor entre as cinco, com a voz mais apta para cantar. Essa infelizmente eu acho que não é atriz, nem cantora, nem modelo, nem dançarina, nem apresentadora de televisão. Alguém sabe dizer o que essa mulher faz na televisão? Angela Bismarchi:



Em primeiro não poderia estar outra, ela que é ABSOLUTA. Stefhany (é assim que escreve?):



Bom, depois de deixar de fora pérolas como a Garota da Laje Revoltada (felizmente não achei um video dela cantando, apesar de saber que ela se lança como uma) e também aquelas mulheres que não saem do Superpop e que eu não sei se são atrizes pornôs ou qualquer coisa parecida... Apresento ela, que foi apresentada a mim pelo meu amigo Wendel, até agora de nome desconhecido:


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Férias!

Comecei esse ano com várias promessas: entrar na academia (quem me conhece deve estranhar), passar na faculdade, escrever mais no blog, beber água de vez em quando. Mas a mais interessante, sem dúvidas, é a de assistir 300 filmes durante o ano. O Vitor, criador/mentor/dono do blog e nas horas vagas meu primo, também entrou nessa. Quando comentei minha proposta, um amigo perguntou: "Nossa, tem tanto filme assim?" SIM! Meu querido, tem muito mais do que isso, é filme que não acaba mais. E já que a maioria dos seres normais está de férias (não me incluo nisso, infelizmente), porque não fazer uma lista de filmes para se assistir durante esse período de vagabundagem? Vamos (tentar) ajudar você a fazer um bom uso desse tempo que está sobrando agora! Assista mais filmes! E mais: reflita mais sobre eles! Encare o cinema como uma arte, não somente como fonte de entretenimento!



Aqui vai a minha lista, sintam-se livres para divulgar a de vocês! E deixo para o Vitor a lista de filmes "cabeça", "cults" e "pimba" [pseudo-intelectuais metidos a besta e afins].

1.Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen
2.Across the universe - Julie Taymor
3.Vincent (curta-metragem) - Tim Burton
4.O labirinto do fauno - Guillermo del Toro
5.Mar Adentro - Alejandro Amenábar
6.Once - John Carney
7.Clube da luta - David Fincher
8.Pequena Miss Sunshine - Jonathan Dayton, Valerie Faris
9.WALL-E - Andrew Stanton
10.O Pianista - Roman Polanski

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mensagem de Ano Novo

Será que é necessário postar alguma coisa sobre o ano novo?

As pessoas continuam as mesmas, continuam cometendo os mesmos erros, são poucas que tentam realmente mudar no ano que está vindo, são menos ainda as que realmente conseguem melhorar internamente.
Talvez seja apenas mais um motivo para comemorar e esquecer dos problemas, assim como o Carnaval, a Copa do Mundo, as Olimpíadas... E ainda é hipocrisia da minha parte dizer que eu não comemoro, eu faço parte desse mundo. Acho que quase ninguém age como um Na’vi nos dias de hoje, não que eles sejam um exemplo de perfeição, mas eles são uma sociedade bem mais evoluída que a nossa.
Eu pergunto então, se o homem é capaz de idealizar uma sociedade como essa, se o homem é capaz de idealizar um mundo mágico onde existem bruxos lutando contra um inimigo que não se importa em matar para conseguir a imortalidade, porque então parece que evoluímos a passos da formigas que não foram desenhadas pela Pixar?
Muitos somos capazes de dizer a todos “friends and foes” aquilo que vem de dentro do coração, somos capazes de chorar ao ver um homem nascer velho e morrer bebe, mas poucos são capazes de chorar ou sequer de enxergar a realidade de uma sociedade triste.
Talvez por isso seja tão prazeroso o mundo audiovisual, pois durante aquele tempo dedicado a realização e a recepção da obra audiovisual, o ser humano consegue atingir um patamar de evolução ilusório e mais feliz do que aquele que realmente possui. Especulação. Eu mesmo não sei mais o que dizer.

Procurem as citações pelo blog.

Feliz 2010!

Vincent

Um dos primeiros trabalhos de Tim Burton em stop-motion, o curta "Vincent" conta a história do garoto Vincent Malloy que deseja ser Vincent Price (famoso ator de filmes de terror). O curta tem uma estética sombria, fantasiosa e ao mesmo tempo engraçadinha, ao estilo de Burton, que além de dirigir, também é o autor do poema narrado brilhantemente por Vincent Price durante o filme.

 
Copyright 2009 Audiovisualverde. Powered by Blogger
Blogger Templates created by Deluxe Templates
Wordpress by Wpthemescreator