quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eu e Tarantino

Aviso no começo, tenho um pé atrás com o Tarantino. Não adianta, nada me faz assistir Kill Bill vol. 2 depois de ter visto o primeiro duas vezes (aconteceu o mesmo com Matrix). Mas ontem dei o braço a torcer e junto de parte da sala da faculdade fui ao cinema assistir "Bastardos Inglórios" e assim como "Kill Bill" eu admito que é um ótimo filme, mas...
O filme dividio em capítulos e com quase três horas de duração (nada cansativo) se passa durante a Segunda Guerra Mundial,não vou contar a história pois acho que é o que menos importa nos filmes do diretor e esse é o meu problema com ele: o filme é bem feito, todos os atores estão ótimos (aliás a atriz que interpreta a francesa Shosanna é linda demais), tenso nas horas em que se propõe a ser tenso e cômico nas horas que pretende ser cômico, mas...
Eu não mergulho na história, todo vez que o filme está me prendendo ele vem com aquele sangue vermelho, tiros, músicas que divergem das imagens, caracteres gigantes na tela, etc. Me incomoda, apesar de eu ter consciência de que é exatamente isso o proposto, brincar, fazer o impossível. É uma diversão e tanto, mas totalmente diferente daquilo que eu gosto, nem critico a violência gratuita, pois acredito que espectadores desse filme tem consciência de que é "apenas" um filme e também se não têm, deveriam pois o diretor faz questão de lembrar isso o tempo todo.
Eu gostei, mas como já disse, eu tenho um pé atrás com Tarantino e isso vai demorar pra mudar.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cinematográfico - Final

Hoje, a última parte de "Cinematográfico", para quem leu, ou acompanhou, espero que tenha gostado e que tenha ficado bom.

E se eu já estava tranqüilo por que não poderia voltar? Ainda haveria o que aprender? Ainda existiria razão para continuar longe das coisas? Foi fazendo essa pergunta que eu percebi que não sabia nada, foi questionando que eu descobri que realmente nada sabia, pois se eu achava que já estava pronto era porque realmente não estava. Então eu fui aprender. Fui descobrir tudo que ainda devia antes de voltar, fui descobrir como nascem as margaridas, fui ver onde as nuvens deságuam e revi todo meu percurso até agora na melhor das companhias, pena que não me lembro seu nome.

Fui desde a mesa fria num lugar cheio de luz até a praia cheia de folhagens e vegetais, foi quando percebi que aquilo não havia sido nem um terço do meu caminho, foi quando aos poucos eu fui me lembrando de quão tortuosa havia sido a estrada que eu mencionei, foi quando eu me lembrei de antes de eu encontrar aquela imensa luz, foi quando eu me lembrei da escuridão e percebi quanto fundo eu havia ido. E se eu agora já via tudo isso, e se eu agora já havia passado por tudo isso, eu já havia passado pelo pior. Nada mais temia.


Carolinas

A pedido da minha amiga Isla, atriz do meu primeiro curta "Eterno" (onde ela trabalhou super bem), vou divulgar seu curta "Carolinas", que participa de uma votação na internet:




Para votarem é só clicar nesse link:
http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/hmm/video.do?action=verVideoDepoente&key=704&nomeDepoenteVideo=Nath%E1lia%20Lima%20Lira&idDepoente=16001

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cinematográfico V

Penúltima parte desse conto, espero que quem estiver lendo, esteja gostando.


Então ela acordou, como se nada tivesse acontecido, e para ela, eu não estava mais lá. De longe eu via tudo sem poder fazer nada, uma das piores sensações de minha vida, tive que ir embora, deixá-la. De longe eu pedia para que ela ficasse bem. Sozinho, eu fazia meu caminho de encontro à felicidade.

Passei por muitos lugares até ter consciência do que estava acontecendo comigo, até ter certeza daquilo que eu tinha feito e que ainda tinha para fazer. Numa tarde, eu pude me divertir. Entrei numa sala totalmente branca, cordas pendiam do teto, tintas ao nosso alcance, nos prendemos naquelas cordas elásticas e saltávamos espalhando todas as cores de tinta aleatoriamente por aquele espaço, as cores começavam a tomar conta daquele lugar que outrora parecera frio. Um espetáculo de cores acontecendo, meu coração parecia tirar um prego de si a cada balde de tinta que eu atirava contra a parede e, depois dali, eu senti que estava livre das amarraduras que me prendiam ao meu passado, estava pronto para dar um próximo passo.

Videoclipe V

Escolhi esse vídeo do Jason Mraz porque viciei nessa música há um tempo atrás. Dois caras, percussão e violão. Só. Simples, do jeito que eu gosto.




P.S.: Queria ter postado "Bedshaped" do Keane, mas não achei vídeos decentes no youtube pra por aqui. Fica a dica pra quem quiser ouvir!

Dez

Bom, esse vai ser o primeiro post sobre um filme que eu não gostei. Dificil isso, pois vou ter que explicar os motivos negativos, bem mais complicado do que elogiar as coisas que eu já gosto.
Não sei muita coisa sobre a carreira, as idéias e as referências de Abbas Kiarostami, por isso vou me focar exclusivamente no filme, sem ter informações que possam conduzir uma interpretação mais parcial.
Quando vemos o primeiro plano, o pensamento que me vem a cabeça é: "Droga, olha esse digital!" Um plano de dentro pra fora do carro que deixa toda a externa "estourada" (não vemos quase nada do exterior). E como o filme é feito apenas em dois planos, isso se mantém em quase todo o filme: quando está claro, há muita luz, quando está escuro, há pouca luz. E por mais que algumas vezes a história possa desviar nossa atenção e nosso olhar, esse "defeito" na fotografia já deixa o espectador incomodado.
Quanto ao fato de usar apenas dois planos, achei interessante e não foi isso que ficou cansativo, mas o fato de depois de cinco minutos de filme você poder fechar os olhos e saber exatamente o que aconteceria, para quem entende iraniano então deve ser muito mais fácil. A imagem era o que menos importava pois todo o conteúdo interessante estava nos diálogos.
Um amigo meu argumentou que era o primeiro filme em que ele via essa sociedade mais conservadora tratando de assuntos como sexo, família, violência, prostituição... concordo, mas ele não pdoeria ter dado mais atenção também a imagem?
Os atores são bons, os diálogos são bons, mas parece-me que são articulados de forma errada, tornam-se repetitivos e agressivos (sai do filme com dor de cabeça depois dos gritos do menino que anda no carro e discute com a mãe).
Caso você esteja querendo assistir a uma coisa totalmente inovadora e contestadora, diferente de tudo que fazem no cinema atual, é uma boa dica, mas eu achei que faltou atenção a imagem, ainda que a idéia seja muito interessante.

Quem quiser assistir, aqui está o link para download em torrent:
http://torrentdownloads.net/torrent/1237874/Abbas+Kiarostami+-+Ten+%282002%29

Comentem por favor.

Videoclipes IV



Coloquei este video porque, além do fato da banda ser boa, o vocalista Phil Lynott é filho de pai brasileiro e mãe irlandesa e aparece no filme Once. Na verdade só aparece a estatua em homenagem a ele que fica em Dublin.

E as crianças como ficam?

Hoje ao acordar meu irmão me informou que não estava passando tv Globinho e que a "velha louca" ainda estava apresentando seu programa de comemoração de dez anos (tudo isso já?). Tudo bem que meu irmão já tem lá seus vinte e um, mas e as crianças? Imagino elas acordando e deparando-se com ela e seu novo penteado "moderno". Será que a Ana Maria Braga não se contenta em ficar apenas com seu horário e não assustar as pessoas que não estão acostumadas com sua peculiaridade?
Fazendo uma analogia ao post da Anna sobre rock, eu não gosto do programa Mais Você, mas enquanto ele está lá, quieto no seu horário, não há problema. Agora, uma manhã inteira assistindo as aventuras da Vovó Naná do BBB que tem um papagaio como filho? Haja paciência, desliguei a tv e fui ouvir música.
Eu se fosse o Silvio Santos, na hora que percebesse que a Globo resolveu estender o programa, teria colocado Chaves para passar a manhã inteira no SBT. Não que a dupla de crianças nada politicamente corretas (o que é bem melhor do que aquelas que são) seja pior do que a Ana Maria, mas com certeza o Chaves massacraria o Louro José na audiência com muita facilidade.
TV aberta é quase uma tortura, acho que é uma lavagem cerebral descarada, pronto falei.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cinematográfico IV

Paramos numa praia e para onde vou agora? Queria ir para a sala de pintura, mas ainda não estou pronto, como faço? Estou perdido no escuro, num imenso escuro, não vejo imagens e as luzes estão distantes. Começo aos poucos perceber onde estou, no meio do universo. Vejo estrelas e a lua ao longe, vejo o sol e agora a terra, posso voltar aos poucos ao meu mundo imaginário.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Videoclipe III

Esses dois vídeos são do musical Across the Universe, que eu adoro.
Não posso dizer que são as cenas que eu mais gosto senão eu não estaria fazendo justiça as outras cenas. Enfim, sintam o gostinho.