sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tese Confirmada

Resolvi comentar um fato engraçado que ocorreu no último episódio de "O Aprendiz -Universitário". Para mim, o programa melhorou muito ao colocar pessoas mais jovens, que teoricamente tem mais para aprender, em vista das últimas edições onde parecia nitidamente que o vencedor já estava escolhido muito antes do final; talvez por tratar-se de uma sociedade. Mas enfim, na última quinta-feira um dos candidatos, após perder a tarefa dirige-se ao grupo com a seguinte tese (é claro que aqui vou apresentar de uma forma bem mais simplificada): para ele, os concorrentes não deveriam argumentar ou apontar os erros do grupo nos depoimentos dados à produção do programa, deveriam falar o mínimo possível para que a produção não tivesse tempo de se preparar para rebater o que eles falariam na sala de reunião. Dessa forma, os dois lados da mesa chegariam na sala de reunião com quase as mesmas informações.
O que a priori pareceu estranho e desajeitado da parte do candidato foi, aos poucos, tomando uma forma mais interessante e, ao final foi completamente comprovado no meu ponto de vista, pois o demitido do dia foi justamente o candidato que levantou essa bandeira, e os motivos usados na justificativa de sua demissão foram todos retirados dos depoimentos do candidato (que falava justamente que não deveriam depor!)

Quero reforçar que aqui tratei os fatos muito superficialmente e não defendo que os candidatos a aprendiz devem permanecer calados durante a competição, afinal trata-se de um programa de televisão, e não faria sentido se eles não se expressassem; mas a tese levantada pelo candidato demitido deve ser analisada pelos dois lados. A produção e os futuros contratantes devem estar atentos aos futuros contratados, pois estes já mostraram que estão atentos aos passos da produção; ainda que isso tudo possa ser combinado.

sábado, 11 de abril de 2009

Big Brother


Então acabou mais um Big Brother Brasil e infelizmente nada de muito novo foi acrescentado ao programa. Afirmo isso sem julgar as pessoas que concorreram ao prêmio, pois seria necessária uma análise mais psicológica do que audiovisual. Contudo, apesar do programa trazer pessoas diferentes a cada edição (e aqui não afirmo nem nego a escolha por tipos), a linha seguida por ele mostrou-se a mesma das anteriores.
No começo, quando ainda havia um muro no meio da casa, havia também a esperança de algo novo, porém, o muro cai e a edição que coloca em dúvida se o participante é bom ou mal retorna, e o mistério para ver quem não está usando uma “máscara” e é realmente o grande jogador da edição é trabalhado da mesma forma dos anteriores.
Ainda que sejam acrescentadas novas regras, quartos brancos, telefones e colares, o mando do jogo continua na mão dos editores. As combinações de voto, imunidade e indicações do líder passam a ser cada vez menos úteis; o suposto jogo que aconteceria dentro da casa deixa de existir e acompanhamos uma narrativa muito similar ao que já vimos um ano antes.
Defendo aqui uma maior liberdade de jogo dentro da casa, mas não uma menor dificuldade. Acredito que as regras para quem joga deveriam estar claras desde o começo, reservando as surpresas para os resultados das votações do público, que faria com que os participantes revissem as estratégias dentro de regras conhecidas por eles. O jogo deveria ser mais baseado na sorte e na inteligência, não deixando de lado a emoção, mas a incerteza do que está para acontecer, isso faz com que o jogo ceda lugar aos personagens que cada participante constitui em três meses de confinamento.
Apesar de tudo, o formato ainda agrada e continuará agradando, mas infelizmente as evoluções que o programa traz ao longo dos anos são poucas se comparadas ao público admirador que ele possui.
Por fim, gostaria de deixar claro que não condeno os rumos escolhidos, eles dão certo e continuarão dando certo por um tempo imprevisto, principalmente se considerarmos o lucro financeiro (mas não gostaria de entrar na questão da publicidade), mas acredito que uma evolução é possível e se fará necessária em breve.

segunda-feira, 30 de março de 2009

People get ready


Há algum tempo atrás uma amiga me indicou um filme chamado Once (Apenas uma vez). Eu já havia escutado a música do filme anteriormente, aliás, eu a escutava quase que diariamente desde que assisti a apresentação na cerimônia do Oscar no ano em questão. Tamanha não foi a minha surpresa ao adorar o filme após assisti-lo, como de costume indiquei aos familiares e amigos que também gostaram, pois para quem gosta de música é um dos melhores, se não o melhor musical.
Contudo, após alguns meses de overdose da trilha sonora resolvi buscar mais trabalhos dos atores/cantores e encontrei um repertório imenso. Glen Hansard, o ator, compositor e intérprete da maioria das músicas também é vocalista da banda irlandesa The Frames. Marketa Irglová, a atriz, compositora e intérprete da maioria das músicas também possui outras composições juntas de Glen que não estão na trilha do filme. Passei a ouvir todas as músicas que os dois faziam e que eu conseguisse encontrar.
Uma das musicas em especial, da banda The Frames me chamou a atenção, “People get Ready”, ao invés de pesquisar sobre a música, seus compositores, ano de gravação e etc. resolvi ir para uma área mais próxima de meu conhecimento, e encontrei um dos vídeos mais interessantes que já assisti na internet. A simplicidade me conquistou, e o apelo emocional é tão sutil que envolve facilmente quem assiste. Em minha opinião, tudo conspira para que o vídeo fique bom, fotografia, arte, enredo e claro, a música. Não consigo mais parar de ouvir qualquer música que venha dessa fonte.



Dona Cristina perdeu a memória


Hoje vou postar uma crítica que escrevi sobre esse curta metragem. O objetivo da crítica era ser selecionado para a equipe do Critica Curta do Festival Internacional de Curtas de São Paulo, o que acabou acontecendo, mas infelizmente não pude participar.

É difícil afirmar quem aprende com quem, se é o garoto Antonio com a vizinha Dona Cristina, ou vice-versa. O fato é que, além dos dois personagens, quem aprende também é o público, não só pela boa qualidade do filme, mas também por sua delicadeza.
Em nenhum momento vemos senhores e senhoras de idade em situações ruins, mas, de certo modo, achamos que Dona Cristina deve ser tratada melhor e respeitada. Construímos uma imagem de uma senhora distinta e não louca. Se mergulharmos de cabeça no filme, acreditaremos em suas histórias mesmo que elas se contradigam A delicadeza se estende também para a ingenuidade de Antonio, que ao mesmo tempo em que engana, brinca com a vizinha e constrói uma amizade.
A qualidade e a delicadeza não se resumem ao roteiro, mas a todos os aspectos do filme: fotografia, cenário, figurino, som e etc. O filme esbanja qualidade com simplicidade: um único cenário, que se transforma em vários com as histórias de Dona Cristina; dois personagens que mudam com o passar dos dias; uma história simples que se desdobra em várias histórias, que podem ser tristes, engraçadas, reais, imaginárias, convincentes ou não.Enfim, estamos diante do mais puro olhar feminino, que ao mesmo tempo em que é capaz de enxergar as coisas com uma profundidade indescritível mostra ao público tudo que enxergou de uma maneira clara e também sensível.

Diversão é solução!



Resolvi inaugurar este espaço falando do filme que tornou minhas férias um pouco mais divertidas. Quando vi na televisão o anúncio de "Titãs - a vida até parece uma festa" sabia que deveria assistir, contudo achei que não haveriam oportunidades, uma vez que os cinemas em geral não exibem esse tipo de filme, eu teria que descobrir uma maneira para vê-lo. Contudo, minha surpresa foi maior quando soube que haveria uma sessão de estreia na minha cidade e para a qual eu fui convidado.

Assim, no dia em questão fui eu acompanhado de minha prima para ver o filme. Sem criar grandes expectativas, pude me entregar ao documentário e obter ótimas sensações. É claro que quem não gosta da banda vai achar o filme muito chato, mas ainda assim essa pessoa seria insensível, pois o que vi na tela foram cenas de amigos se divertindo e fazendo uma coisa muito boa, música. E se fosse apenas isso já seria suficiente, mas tem mais. O filme, sem apresentar uma cronologia muito fiel, utiliza das músicas famosas do grupo como ferramenta para uma montagem que faz com que o espectador possa inferir várias coisas, mas tratarei disso mais tarde.

A narrativa convence demais, e quando pensamos que está se tornando cansativo, pois já vimos que o grupo batalhou para fazer sucesso, chega nos grandes shows, músicas estourando... somos conduzidos a acompanhar a saída de Arnaldo Antunes e em seguida vários acontecimentos sucessivos que resgata a nossa atenção. Todos esses acontecimentos são ligados pela ferramenta que mencionei acima, a música, que torna momentos como a morte Marcelo Fromer muito mais emocionante ao som de "Epitáfio" e "Pra dizer adeus".

A ausência de entrevistas nos modelos padrões da maioria dos documentários e a ausência de um narrador com a "voz de Deus", para mim, é apenas um dos sinais de que o filme não procura espectadores burros e sim pessoas dispostas a passarem um pouco mais de uma hora rindo e se emocionando com uma das melhores bandas brasileiras. Ao mesmo tempo em que temos cenas onde é impossível controlar o riso, como o resgate de uma fã das garras de uma "perigosa aranha" narrado pelo Gugu, temos cenas que arrepiam como quando Nando Reis toca "Marvin" para milhares de pessoas.

Eu poderia descrever aqui todas as cenas e dizer o quanto elas são importantes para a composição do documentário, mas vale mais que fãs e não fãs da banda assistam, pois mesmo eu tendo assistido duas vezes, ganharia meu tempo me divertindo mais uma.
 
Copyright 2009 Audiovisualverde. Powered by Blogger
Blogger Templates created by Deluxe Templates
Wordpress by Wpthemescreator